Chichén Itzá no México: como visitar as ruínas maias
Atualizada fev/20
Na viagem ao México um dos pontos altos foi a visita ao sítio arqueológico de Chichén Itzá. Fizemos um roteiro um pouco diferente e decidimos passar 2 dias no local, ao invés de fazer o bate volta super corrido a partir de Cancun. São três horas a partir de Cancun até Chichén Itzá.
Quem alugar carro no aeroporto não precisa se preocupar, já que a estrada, como todas na Península do Yucatán, é ótima. São muito bem sinalizadas, achei até mais fáceis de conduzir do que as da Europa, com muitas placas super visíveis ao longo de todo o trajeto. Descubra é Chichén Itzá no México e como visitar as ruínas maias.
Onde ficar em Chichén Itza
Para não ficar longe da grande atração maia, escolhemos o excelente Mayaland Hotel & Bungalows por cerca 250 reais pelo booking.com. Na realidade, esse hotel fica dentro do sítio arqueológico de Chichén Itzá. Está localizado dentro da selva que cerca as ruínas, com uma natureza muito rica e exuberante.
A infraestrutura é excelente, com quartos, bangalôs, três piscinas, spa, restaurante, bar, um anfiteatro que recria os antigos observatórios astronômicos, uma grande loja de souvenir e até mesmo um museu do chocolate que oferece degustação gratuita.
Depois de chegar e conhecer todas as dependências do hotel, já era quase noite. Nos preparamos para no dia seguinte tomar um belo café da manhã ao ar livre, na companhia de pavões e diversos outros tipos de aves, e aí sim ir com calma explorar as ruínas maias.
Logo após, iniciamos o tour. Do resort até a bilheteria são apenas uns cinco minutos de caminhada. Mais fácil impossível! Entramos cedo no local das ruínas, ainda vazio sem a presença dos grupos turísticos, e ficamos o tempo que desejamos vendo tudo com calma, fotografando e aprendendo sobre a vida dos maias.
Como visitar as ruínas de Chichén Itzá no México
Uma construção milenar
Chichén Itzá é mesmo impressionante. Seu ano de construção é de cerca de 455 A.C., era o centro político e econômico da civilização maia. Possui um cenote sagrado e diversas construções características da época.
A mais importante é o Castillo de Kukulkán, a enorme pirâmide que sempre vemos em fotos e cartões postais. Incrível ver os degraus que nos solstício de verão permitem que a luz do sol formem o desenho de uma serpente.
Há ainda o Templo de Chaac Mol, a Praça das Mil Colunas, o Campo de Jogos e o observatório astronômico. Todo antigo centro político da civilização maia possuia um campo de jogos, onde era praticado a famosa atividade que utilizava uma bola e alguns chamam do “futebol dos maias”.
Na linguagem maia, que ainda é falada nessa região, o nome Chichén Itzá significa “aqueles que vivem na beira da água”. Cidades-fortalezas, muito bem protegidas contra invasores. Aqui o apogeu dessa civilização foi atingido, e ainda não se sabe ao certo como se extinguiu. Foi declarada Patrimônio Mundial da Unesco em 1988.
Depois de algumas horas, os turistas começam a chegar em peso, e os vendedores de artesanato típico também, montando suas barraquinhas ali mesmo, com peças esculpidas em pedras, tapeçaria, relógios astronômicos, totens e máscaras de deuses maias. Mais algumas horas e já havíamos explorado bem as ruínas e encerramos a visita.
A outra vantagem de estar hospedado tão perto era que poderíamos retornar mais tarde ou no dia seguinte se desejássemos.
Além das ruínas
O outro passeio imperdível, é, logicamente, um mergulho no famoso Cenote Ik Kil, que fica nas redondezas das famosas ruínas maias. Esse talvez seja o mais famoso do México, mas certamente não é o único nem o mais bonito.
É belíssimo, mas existem tantos cenotes no México, e cada um mais bonito e fascinante que o outro, então é difícil apontar o mais imperdível. Ik Kil fica dentro de um parque com uma estrutura completa para os visitantes. Uma boa dica é almoçar ali mesmo.
O restaurante oferece buffet por um preço fixo bem modesto. Vale a pena. E para quem gosta, existem cavernas abertas a visitação onde é possível ver fósseis e vestígios de objetos usados pela civilização maia.
À noite assistimos a apresentação que o Mayaland faz no observatório da propriedade, recriado à perfeição de acordo com o observatório real construído pelos mais, e que fica a apenas alguns metros do resort.
A atmosfera de fascínio e mistério da civilização maia, com o belíssimo filme em 360 graus contando toda a história desse povo desde seu surgimento, tom conta de todos dentro do cineminha. É uma apresentação muito interessante, e quando saímos da sala escura, estamos no mesmo ambiente em que eles viviam, já que o resort está dentro de Chichén Itzá.
Poder visitar todas essas atrações no nosso ritmo foi fundamental para tornar essa viagem mais especial. Mas mesmo quem não dispor de muito tempo e só puder fazer o day trip a partir de Cancun, não deve deixar de ir. Chichén Itzá é imperdível.
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3 Comentários
Nedimar Soares
Já fiz esta viagem mas contada por voce, Monica, parece outro passeio, devido aos tantos detalhes que voce nos passa. Por isso ‘volto a viajar’, sempre que leio suas matérias. Gosto muito, parabéns mais uma vez.
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